Comparativo entre bypass gástrico e gastrectomia vertical: mudanças na absorção de cobalamina no pós-cirúrgico — uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2969Palavras-chave:
Cirurgia Bariátrica, Bypass Gástrico, Gastrectomia Vertical, Vitamina B12Resumo
Introdução: A obesidade é uma condição inflamatória crônica cujo tratamento cirúrgico é o método mais eficaz para a redução de peso sustentada. No Brasil, as técnicas de Bypass Gástrico e Gastrectomia Vertical são predominantes. Contudo, as modificações gastrointestinais decorrentes desses procedimentos podem resultar em síndromes disabsortivas, com destaque para a deficiência de cobalamina (vitamina B12). Buscou-se, assim, comparar e correlacionar as alterações na absorção de cobalamina no período pós-operatório das técnicas de Bypass Gástrico e Gastrectomia Vertical.Metodologia: Revisão sistemática da literatura realizada nas bases de dados Scopus, Lilacs, Medline e PubMed em março de 2023. A seleção foi conduzida de forma independente por dois revisores, com um terceiro para desempate, seguindo as diretrizes PRISMA. Foram incluídos estudos que analisaram níveis de cobalamina pré e pós-operatórios nas técnicas de interesse. Excluíram-se artigos com análises nutricionais genéricas ou que focassem em outras técnicas cirúrgicas.Resultados: Dos 239 resultados iniciais, 18 artigos foram selecionados para leitura integral. Após aplicação rigorosa dos critérios de elegibilidade, a amostra final foi composta por 8 artigos. As evidências indicam que tanto as técnicas restritivas quanto as mistas impactam o metabolismo da vitamina B12, embora o tempo para manifestação da deficiência varie conforme o estoque hepático individual e o protocolo de suplementação.Discussão/Conclusão:Observou-se que a deficiência de cobalamina não está vinculada exclusivamente a uma técnica, ocorrendo em procedimentos restritivos e mistos de forma fática. A sensibilidade limitada dos testes laboratoriais e as variações metodológicas dificultam o diagnóstico precoce. Devido às reservas hepáticas, os níveis séricos reduzidos tendem a se manifestar entre 2 a 5 anos após a cirurgia. Portanto, diagnósticos precisos requerem análises longitudinais após esse período, reforçando a imprescindibilidade do acompanhamento pós-cirúrgico de longo prazo para prevenir danos sistêmicos.
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