A arquitetura da mente leitora :interatividade e processos cognitivos em crianças e adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3174Palavras-chave:
leitura, escola, letramento, cognição, formação de leitoresResumo
Este artigo nasceu da necessidade de entender como se constitui a arquitetura da mente leitora no contexto escolar a partir de uma pesquisa bibliográfica, buscando compreender seu papel fundamental na formação de leitores críticos e autônomos. A leitura é entendida não apenas como uma habilidade técnica, mas como um processo cognitivo complexo que envolve compreensão, interpretação e construção de sentidos, conforme discutem Lev Vygotsky (1998) e Jean Piaget (1976), ao enfatizarem a relação entre linguagem, pensamento e desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes. Nessa perspectiva, autores como Frank Smith (1989) e Kenneth Goodman (1996) contribuem ao compreender a leitura como um processo interativo, no qual o leitor mobiliza conhecimentos prévios para atribuir significado ao texto. No contexto brasileiro, Magda Soares (2004) e Ângela Kleiman (1995) reforçam a importância das práticas sociais de leitura e do letramento no ambiente escolar.O artigo também discute estratégias que possibilitam ao educador, identificar os interesses dos alunos, considerando suas vivências, repertórios linguísticos, culturais e níveis de desenvolvimento, aspecto que dialoga com Emília Ferreiro (1999), ao tratar da construção do conhecimento sobre a linguagem escrita. Além disso, são apresentadas propostas de atividades pedagógicas que visam despertar o prazer e o hábito da leitura, promovendo um ambiente significativo e motivador. Dessa forma, evidencia-se que a escola é o espaço que desempenha um papel decisivo na formação de leitores, sendo necessário que o ensino da leitura esteja articulado a práticas que estimulem a curiosidade, a reflexão e o envolvimento ativo dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional.
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