A importância da psicoterapia para mães de crianças atípicas
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v8i19.2413Palavras-chave:
Transtornos do neurodesenvolvimento, Maternidade, Desenvolvimento atípico, Mulheres, PsicoterapiaResumo
O presente estudo destaca a necessidade de suporte psicoterapêutico para mães de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A pesquisa, caracterizada como um relato de experiência com abordagem qualitativa, originou-se de práticas clínicas em um Serviço-Escola de Psicologia (SEP) de uma universidade pública. Observou-se que muitas mulheres que buscavam atendimento psicológico eram mães em situação de maternidade atípica, enfrentando sobrecarga emocional e mudanças significativas em suas rotinas. A maternidade de crianças com desenvolvimento atípico intensifica as demandas e pode levar ao isolamento social, estresse elevado e baixa autoestima. Frequentemente, essas mães se afastam da sociedade e de redes de apoio por medo de julgamentos. A pesquisa aponta que o bem-estar dessas cuidadoras é fundamental, pois o seu esgotamento pode impactar diretamente no cuidado oferecido aos filhos. A psicoterapia surge como uma ferramenta essencial para promover a saúde mental e a qualidade de vida dessas mulheres. O acompanhamento psicológico oferece um espaço de escuta individualizado, auxiliando na autoconfiança e no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento. Além disso, a psicoeducação, promovida no processo terapêutico, fornece conhecimentos sobre o transtorno da criança, beneficiando toda a família. O artigo conclui reforçando a importância do apoio social e do acesso a serviços de saúde mental para essas mães, sugerindo a ampliação de políticas públicas que contemplem o cuidado família
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