A febre do autodiagnóstico nas redes sociais: entre informação, identidade e patologização
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3165Palabras clave:
autodiagnóstico, redes sociais, saúde mental, subjetividade, psicologiaResumen
A ascensão da cultura digital, aliada à presença constante das redes sociais, alterou significativamente a maneira como conteúdos sobre saúde mental são consumidos. Nesse contexto, o autodiagnóstico emerge como um fenômeno relevante, caracterizado pela adoção de rótulos de transtornos psicológicos sem o suporte de avaliação clínica criteriosa. Este estudo tem como objetivo analisar criticamente esse movimento, buscando compreender seus impactos na construção da subjetividade e na percepção do sofrimento psíquico. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter teórico, baseada em revisão bibliográfica. Os resultados apontam para uma realidade ambivalente: ao mesmo tempo em que há ampliação do acesso à informação, observa-se uma simplificação preocupante de conceitos, capaz de transformar vivências comuns em quadros patologizados. Fundamentado em Foucault, Bauman, Han, Rose e no DSM-5, o estudo discute como discursos contemporâneos contribuem para novas formas de identificação e rotulação. Conclui-se destacando a importância do letramento em saúde mental e da valorização da escuta clínica.
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Citas
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artmed, 2014.
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