Impacto do Programa Saúde na Escola (PSE) na prevenção da sífilis entre adolescentes: uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2977Palavras-chave:
Adolescentes, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Programa Saúde na Escola, SífilisResumo
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), anteriormente denominadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), são causadas por microrganismos como vírus, bactérias, fungos e protozoários, sendo transmitidas principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas. Também podem ocorrer transmissões verticais, da mãe para o filho, durante a gestação, parto ou amamentação. Objetivo: analisar o impacto do programa saúde na escola na prevenção da sífilis entre adolescentes. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura com abordagem qualitativa, que teve como objetivo analisar o impacto do Programa Saúde na Escola (PSE) na prevenção da sífilis entre adolescentes. A busca foi realizada nas bases Google Acadêmico, SciELO, BVS, BIREME, MEDLINE, LILACS e Cochrane, além de boletins epidemiológicos e diretrizes do Ministério da Saúde, utilizando os descritores “Adolescentes”, “Sífilis”, “Programa Saúde na Escola” e “Infecções Sexualmente Transmissíveis”, combinados pelo operador booleano AND, no período de 2019 a 2025. Após critérios de inclusão e exclusão, foram selecionadas 32 referências para análise. Conclusão: Destaca-se o papel do enfermeiro como educador em saúde e articulador do cuidado integral. Contudo, persistem desafios, como subnotificação, fragilidades na formação profissional e limitações estruturais. Conclui-se que o PSE apresenta potencial significativo para promoção da saúde sexual e redução da sífilis na adolescência, desde que suas ações sejam continuamente avaliadas e fortalecidas.
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