Corpo, linguagem e movimento: a surdez como diferença na educação física adaptada
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3091Palavras-chave:
Surdez, Libras, Educação física adaptada, Diferença, Corpo e LinguagemResumo
O artigo propõe uma reflexão sobre o corpo surdo como território de linguagem e diferença no campo da Educação Física Adaptada. Fundamentado na Filosofia da Diferença e na perspectiva crítica da linguagem, o estudo problematiza as concepções de corpo, deficiência e normalidade que orientam as práticas pedagógicas e os discursos sobre inclusão. A surdez é compreendida não como ausência ou limitação sensorial, mas como forma singular de percepção e de produção de sentidos, capaz de instaurar novas relações entre movimento, comunicação e aprendizagem. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, interpretativa e crítica, baseada na análise discursiva de produções acadêmicas, documentos educacionais e relatos de experiências pedagógicas com estudantes surdos. O percurso metodológico busca compreender como a linguagem corporal e visual, mediada pela Libras, reconfigura o significado do movimento e desafia a lógica adaptativa presente nas práticas de Educação Física. Conclui-se que reconhecer o corpo surdo a partir da diferença implica deslocar a noção de adaptação para a de criação, concebendo o movimento como espaço de invenção, resistência e produção de novas epistemologias corporais.
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