Avanços no manejo da síndrome de Stevens–Johnson e necrólise epidérmica tóxica: suporte intensivo e terapias imunomoduladoras
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3184Palabras clave:
Síndrome de Stevens-Johnson, Necrólise epidérmica tóxica, Terapia intensiva, Terapia imunomoduladora, Reações adversas a medicamentosResumen
A Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) constituem reações cutâneas adversas graves, predominantemente induzidas por fármacos, associadas a elevada morbimortalidade e importante impacto sistêmico. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente os avanços no manejo dessas condições, com ênfase no suporte intensivo e nas terapias imunomoduladoras. Trata-se de uma revisão narrativa crítica da literatura com busca sistematizada, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science, abrangendo publicações entre 2016 e 2025. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram incluídos 13 estudos que abordaram estratégias terapêuticas e manejo clínico da SJS/NET. Os achados evidenciam que o suporte intensivo precoce e especializado permanece como o principal determinante de desfechos favoráveis, incluindo controle de complicações sistêmicas e redução da mortalidade. Em contraste, as terapias imunomoduladoras, como corticosteroides, imunoglobulina intravenosa, ciclosporina e inibidores de TNF-α, apresentam resultados inconsistentes e dependentes do contexto clínico, sem demonstração de superioridade clara em relação ao manejo isolado. A análise crítica dos estudos revela predominância de evidências de baixo a moderado nível, com limitações metodológicas que dificultam a padronização terapêutica. Apesar dos avanços no entendimento da imunopatogênese, o suporte intensivo permanece como eixo central do tratamento, enquanto o papel das terapias imunomoduladoras ainda depende de evidências mais robustas para definição de sua efetividade.
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Citas
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