Melanoma cutâneo inicial: critérios clínicos e dermatoscópicos para diagnóstico precoce

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3168

Palabras clave:

Melanoma cutâneo, Diagnóstico precoce, Dermatoscopia, Critérios clínicos, Câncer de pele

Resumen

O melanoma cutâneo constitui a forma mais agressiva de câncer de pele, sendo responsável pela maior parte das mortes relacionadas às neoplasias cutâneas, apesar de sua menor incidência. O diagnóstico precoce representa o principal fator determinante para melhores desfechos clínicos, especialmente em lesões identificadas em estágios iniciais. O presente estudo teve como objetivo analisar os principais critérios clínicos e dermatoscópicos utilizados no diagnóstico precoce do melanoma cutâneo, destacando suas aplicabilidades e limitações. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de natureza qualitativa, realizada por meio de busca estruturada nas bases de dados PubMed, SciELO e ScienceDirect, incluindo estudos publicados nos últimos 10 anos. Foram selecionados 19 artigos que atenderam aos critérios de inclusão previamente estabelecidos, os quais foram analisados de forma crítica e organizados em categorias temáticas. Os resultados evidenciam que os critérios clínicos, como a regra do ABCDE e o conceito do “patinho feio”, desempenham papel relevante na triagem inicial, porém apresentam sensibilidade limitada na detecção de melanomas iniciais ou atípicos. A dermatoscopia mostrou-se superior à avaliação clínica isolada, aumentando a acurácia diagnóstica, embora sua eficácia esteja relacionada à experiência do examinador e apresente limitações em lesões com baixa expressão de critérios estruturais. Os algoritmos dermatoscópicos contribuem para a padronização da avaliação, mas não são plenamente eficazes em todos os contextos clínicos. Além disso, melanomas finos e os denominados featureless melanoma representam desafios significativos, frequentemente associados a falso-negativos. Métodos complementares, como dermatoscopia digital, microscopia confocal e inteligência artificial, demonstram potencial promissor, embora ainda apresentem limitações quanto à padronização e aplicabilidade clínica. Conclui-se que o diagnóstico precoce do melanoma cutâneo requer uma abordagem integrada, envolvendo critérios clínicos, dermatoscopia e métodos complementares, a fim de aumentar a sensibilidade e a especificidade diagnóstica e contribuir para a redução da morbidade e mortalidade associadas à doença.

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Biografía del autor/a

Laura Prata Rodrigues da Cunha Resende, Universidade de Uberaba (Uniube)

Médica pela Universidade de Uberaba (Uniube)

Júlia Cristina Caverçan Gomes, Centro Universitário FACISB

Graduação em Medicina

Renata Trindade Gonçalves, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Graduação em Medicina – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Especialização em Dermatologia – Universidade de Brasília (UnB)

Felipe Veiga Kezam Gabriel, Universidade de Santo Amaro

Medicina pela Universidade de Santo Amaro. Residência Médica em Dermatologia pelo Hospital do Servidor Público Municipal. Pós Graduação em Nutrologia pelo Instituto BWS

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Publicado

2026-04-15

Cómo citar

SIMÕES, L. J. L.; RESENDE, L. P. R. da C.; GOMES, J. C. C.; GONÇALVES, R. T.; GABRIEL, F. V. K. Melanoma cutâneo inicial: critérios clínicos e dermatoscópicos para diagnóstico precoce. JRG Journal of Academic Studies , Brasil, São Paulo, v. 9, n. 20, p. e093168, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i20.3168. Disponível em: http://www.revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/3168. Acesso em: 16 abr. 2026.

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